Os tipos de câncer de pele
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Carcinoma basocelular |
Carcinoma espinocelular |
Melanoma |
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Frequência |
O mais comum |
Segundo mais comum |
Menos frequente |
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Como costuma aparecer |
Ferida que não cicatriza ou caroço brilhante, perolado, que pode sangrar |
Ferida ou lesão áspera, avermelhada e com casca, que cresce |
Pinta nova ou pinta que muda de forma, cor ou tamanho |
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Onde é mais comum |
Rosto, orelhas, pescoço e couro cabeludo |
Áreas expostas ao sol, lábios e mãos |
Qualquer lugar, inclusive áreas cobertas, palmas, plantas e unhas |
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Agressividade |
Baixa, raramente se espalha |
Moderada, pode se espalhar se não tratado |
Alta, pode se espalhar para outros órgãos |
Os carcinomas formam o chamado câncer de pele não melanoma. São muito frequentes e têm alta chance de cura, mas podem deixar cicatrizes importantes se forem tratados tarde. O melanoma representa cerca de 3% dos cânceres de pele, mas é o mais perigoso, porque pode se espalhar para outros órgãos. Segundo o A.C.Camargo Cancer Center, quando descoberto nos estágios iniciais, o melanoma é quase sempre curável.
A regra do ABCDE
A regra do ABCDE ajuda a identificar pintas suspeitas de melanoma:
- A de assimetria: uma metade da pinta é diferente da outra.
- B de bordas: bordas irregulares, borradas ou recortadas.
- C de cor: mais de uma cor na mesma pinta, como marrom, preto, vermelho, azul ou branco.
- D de diâmetro: pinta maior que 6 milímetros, mais ou menos o tamanho de uma borracha de lápis. Melanomas menores também existem e podem ser identificados pelo dermatologista com a dermatoscopia.
- E de evolução: qualquer mudança de tamanho, forma, cor ou relevo, ou sintomas novos como coceira, sangramento ou ferida.
O sinal do patinho feio. Em geral, as pintas de uma pessoa se parecem entre si. Uma pinta muito diferente das outras, o “patinho feio”, merece avaliação, mesmo que não se encaixe no ABCDE.
Um ou mais desses sinais não significa câncer, mas é motivo para procurar o dermatologista sem demora.
Outros sinais de alerta, mais ligados aos carcinomas, que aparecem principalmente em rosto, orelhas, pescoço e outras áreas expostas ao sol:
- manchas que coçam, ardem, descamam ou sangram;
- feridas que não cicatrizam em até 4 semanas;
- caroços que crescem devagar;
- feridas ou lesões que surgem sobre uma cicatriz antiga, principalmente de queimadura.
Quem tem mais risco
Qualquer pessoa pode ter câncer de pele, mas o risco é maior para quem tem:
- Pele, olhos e cabelos claros, sardas ou facilidade para se queimar.
- Histórico de queimaduras solares graves, principalmente na infância e na adolescência. A exposição ao sol nos primeiros 20 anos de vida pesa muito no risco na vida adulta.
- Exposição ao sol frequente, no trabalho ou no lazer, ou exposição intensa e sem proteção em férias e fins de semana, um padrão ligado ao melanoma.
- Muitas pintas pelo corpo (mais de 50) ou pintas atípicas, grandes e irregulares.
- Casos de melanoma na família. Em cerca de 10% dos casos, pode haver uma síndrome hereditária envolvida.
- Já ter tido câncer de pele. Quem já teve melanoma tem um risco muito maior de ter outro.
- Uso de câmara de bronzeamento artificial, proibida no Brasil.
- Imunidade baixa, como em transplantados, pessoas com doenças reumatológicas em tratamento ou com HIV.
Peles morenas e negras também podem ter câncer de pele. Nelas, o melanoma aparece com mais frequência em palmas das mãos, plantas dos pés e unhas, e costuma ser descoberto mais tarde.
Autoexame da pele passo a passo
Muitos melanomas são descobertos pelo próprio paciente ou por alguém da família. Conhecer a sua pele ajuda a perceber cedo qualquer mudança. Uma vez por mês, reserve alguns minutos para olhar a sua pele com atenção. Use um espelho grande, um espelho de mão e um lugar bem iluminado.
- Rosto e couro cabeludo: olhe o rosto, as orelhas e o pescoço. Use um pente ou secador para afastar o cabelo e ver o couro cabeludo, ou peça ajuda.
- Tronco: de frente para o espelho, observe peito, abdômen e, nas mulheres, embaixo das mamas.
- Costas: de costas para o espelho grande, use o espelho de mão para ver costas, nuca e glúteos.
- Braços e mãos: olhe os braços, as axilas, as palmas, entre os dedos e as unhas.
- Pernas e pés: sentado, examine as pernas, as solas dos pés, entre os dedos e as unhas.
- Área genital: use o espelho de mão.
Uma dica: tire fotos das pintas que você quer acompanhar. Assim fica mais fácil perceber se alguma mudou.
Prevenção e proteção solar
A maior parte dos casos de câncer de pele está ligada à radiação ultravioleta do sol. Por isso, a prevenção é simples e funciona:
- Evite o sol forte entre 10h e 16h, quando a radiação é mais intensa.
- Use protetor solar todos os dias, com FPS 30 ou mais, inclusive em dias nublados. Reaplique a cada 2 horas e depois de suar ou entrar na água.
- Use barreiras físicas: chapéu de aba larga, óculos escuros com proteção UV, roupas com proteção UV e guarda-sol. Procure a sombra e use também protetor labial com FPS.
- Proteja as crianças: as queimaduras na infância aumentam o risco na vida adulta.
- Não faça bronzeamento artificial.
- Faça o autoexame mensal e a avaliação com o dermatologista, principalmente se você tem fatores de risco. Fique de olho também nas tatuagens, que podem esconder pintas e lesões.
Diagnóstico e tratamento no IDEPE
No Instituto IDEPE, a avaliação das pintas e lesões faz parte da consulta dermatológica, com exame de toda a pele e dermatoscopia, um aparelho que amplia a lesão e mostra estruturas invisíveis a olho nu.
Quando há suspeita, a lesão é retirada e enviada para biópsia, o exame que confirma o diagnóstico. O IDEPE realiza:
- remoção de nevos (pintas);
- remoção de tumores de pele;
- acompanhamento em oncologia cutânea, para pacientes com histórico de câncer de pele ou muitas pintas.
Na maioria dos casos de câncer de pele descobertos cedo, a retirada cirúrgica da lesão é o tratamento principal e resolve o problema. No melanoma inicial, segundo o protocolo do Ministério da Saúde, a cirurgia é curativa em 70% a 90% dos casos.
E depois? Quem já teve melanoma precisa de acompanhamento regular com o dermatologista, de 3 em 3 meses até uma vez por ano, conforme o estágio, e o ideal é manter o exame anual da pele por toda a vida. Pessoas com muitas pintas ou pintas atípicas também costumam ser acompanhadas a cada 6 meses, às vezes com mapeamento corporal por dermatoscopia digital.
Perguntas frequentes
Toda pinta precisa ser retirada?
Não. A maioria das pintas é benigna. A retirada é indicada quando há sinais suspeitos, mudança ao longo do tempo ou incômodo, como atrito com roupas.
Mexer na pinta ou retirar pode fazer virar câncer?
Não. Esse é um mito. Retirar uma pinta com a técnica correta não transforma a lesão em câncer.
Com que frequência devo ir ao dermatologista?
Não existe um calendário único para toda a população. Segundo o Ministério da Saúde, pessoas com maior risco, como quem tem histórico pessoal ou familiar de melanoma, devem ser examinadas periodicamente por um médico. Para as demais, vale procurar o dermatologista sempre que notar uma pinta nova ou diferente, e fazer uma avaliação de rotina conforme a orientação médica.
Pele negra não precisa de protetor solar?
Precisa. A pele negra tem mais proteção natural, mas não está livre dos danos do sol nem do câncer de pele.





